Por que o RH é o parceiro estratégico do CIO?

por Bob Egan, analista-chefe e fundador do Sepharim Research Group

Artigo patrocinado pela Dell

42% da Geração Y provavelmente deixaria o emprego se a tecnologia disponível fosse abaixo do padrão. Grande parte dos consumidores, mas especialmente a Geração Y, queixa-se de que a tecnologia que possui em casa é mais moderna e mais valiosa do que a tecnologia disponível no ambiente de trabalho. E embora as empresas tenham começado a adotar novos capacitadores, como smartphones, 39% dos funcionários afirmam que a confiança entre empregado e empregador vem diminuindo  (em inglês) ou não há confiança (em inglês).  Vamos refletir sobre isso por alguns instantes.

Quase metade de seus funcionários pode estar pronta para pegar o caminho da rua, porque eles odeiam a tecnologia que usam no trabalho ou não confiam em seu empregador. Nossa!

Gostando ou não, a Geração Y é a primeira das futuras gerações a motivar a mudança em massa no ambiente de trabalho.  Além disso, há duas observações a serem consideradas:

  • A Geração Y está cada vez mais assumindo a posição de gerência no local de trabalho.
  • Os primeiros nativos digitais reais, conhecidos como Geração Z, estão começando a entrar para o mercado de trabalho.

 
Lembre-se de que em se tratando da Geração Z é mais difícil estabelecer confiança e regras. Eles costumam personalizar tudo, diferentemente da geração anterior.

O que isso significa?

Se muitos CIOs e suas equipes de TI são conhecidos como o grupo do “Não”, muito em breve o RH (Recursos Humanos) da empresa passará a ser conhecido como o grupo do “Oh, não!”.

Na minha opinião, eis aqui o que está acontecendo.

Em primeiro lugar, muitos CIOS vem se preocupando com a capacidade de entrega, enquanto os CEOs, em particular, e os demais executivos em geral estão focados nos resultados dos negócios. Em muitas organizações, esse paradigma de comunicação é uma grande desconexão. Um ótimo exemplo disso são as migrações para a nuvem. Raramente, são obtidas grandes economias, enquanto os benefícios de aumentar a velocidade dos negócios e a agilidade da TI são subestimados.

Em segundo lugar, a corrida para oferecer soluções móveis e BYOD (traga seu próprio dispositivo) tem causado grande estrago em muitas organizações. No geral, isso é decorrente do fato de essas soluções serem desenvolvidas para infraestruturas ultrapassadas, extensões ou aprimoramentos de aplicativos legados e soluções de segurança baseadas em perímetros arcaicos. E como temos visto, quando a TI se coloca no meio, a Geração Y, mais do que qualquer grupo do momento, capacita-se por conta própria para ultrapassar as barreiras impostas à trajetória do sucesso: dessa forma, surge a TI invasora e o uso de “aplicativos não aprovados”, por exemplo, os aplicativos invasores. Em algumas grandes empresas, foram mais de 18.000 os aplicativos invasores usados.

Em terceiro lugar, o ritmo das soluções tecnológicas está aumentando. O crescimento dos dados está avançando em um ritmo exponencial que mal podemos avaliar. De acordo com algumas estimativas, teremos mais de 180 zettabytes até 2025 com a IoT (Internet das Coisas). Novos questionamentos estão surgindo sobre como provisionamos, protegemos e analisamos todos esses dados em favor dos negócios.

Velocidade, inteligência, personalização, velocidade dos negócios e agilidade definem a nova era digital. Tecnologia de ponta não se trata apenas de capacitação dos negócios. Tecnologia de ponta trata-se de autonomia dos negócios. Na minha opinião, isso é o que define a transformação digital (em inglês).

Para muitos CIOs que se veem em um mar repleto de opções de tecnologia, grandes problemas surgem a cada dia, incluindo:

  • Como modernizar a TI de forma a aumentar a velocidade dos negócios?
  • Como fazer evoluir a infraestrutura e as soluções empresariais para serem, no mínimo, tão ágeis como esperado pelos funcionários?

 
Eu não estou falando de ruptura. De fato, alguns se não todos os CIOs ou líderes de negócios de quem eu falo gostam da palavra “ruptura”. Estou falando é de transformação digital. Trata-se de coesão digital; integrar de forma perfeita a eficiência da computação, do funcionamento em rede, da análise e do uso desses recursos ao futuro do ambiente de trabalho. O objetivo é promover mais praticidade e tomada de decisão aplicada que aumenta o valor empresarial e reduz o trivial.

Para os CIOs de grande parte das organizações, o principal problema é o tempo, não o dinheiro. Competir na era digital é acelerar a velocidade e a agilidade dos negócios por meio da orquestração que prioriza a nuvem e a mobilidade. Da mesma forma, em sua essência, os negócios digitais dependem em alto grau de análise, novos modelos de segurança e automação.

Isso se trata de talento. Nunca tínhamos nos deparado com a gravidade de atrair e manter grandes talentos, como a maior prioridade do tipo “agora ou nunca”. Habilidades que eram importantes apenas cinco anos atrás estão se tornando menos relevantes. E as novas habilidades de mais alto nível são escassas. O que isso significa?

Parceria entre RH e TI

Para mim, isso explica uma tendência que vi no decorrer do último ano. O RH está se tornando comprador da TI. Antes que você fique confuso, deixe-me explicar que o RH não está absorvendo ou consumindo parte do orçamento da TI como têm feito alguns grupos corporativos e departamentos de marketing. Em vez disso, suas organizações de vendas talvez estejam começando a desenvolver habilidades para dialogar com um executivo do RH, geralmente não técnico que, mais do que nunca, está crescendo como parceiro da TI, tanto como influenciador corporativo quanto advogado do talento.

Alguns dos principais problemas com o RH do ponto de vista da TI incluem:

  • Como uma solução ajuda a tornar nossos funcionários mais produtivos?
  • Como uma determinada solução crescerá conforme a demanda do crescimento de nossos funcionários?
  • Como algumas soluções nos ajudarão a atrair e manter grandes talentos?
  • Uma solução específica estabelecerá confiança ou alienará funcionários no ambiente de trabalho?

 
O RH e a TI podem aprender um com o outro e se tornar aliados no investimento em modernização tecnológica e na aquisição de novos talentos. CIOs e RH são as partes interessadas estratégicas de uma empresa.

As empresas devem se questionar de que forma o HR e a TI podem trabalhar de forma mais estratégica em conjunto de modo a estreitar suas funções estratégicas conjuntas dentro da empresa e oferecer mais valor à diretoria e aos resultados.

Este artigo foi patrocinado pela Dell, mas as opiniões aqui contidas são de minha responsabilidade e não necessariamente representam o posicionamento ou as estratégias da Dell.